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terça-feira, 10 de abril de 2012

Ditadura Gay


A briga entre Silas Malafaia e o movimento LGBTS tem gerado um notório debate a respeito do qual não podemos ficar indiferentes. Como sou um nato caçador de conteúdo, tive a felicidade de encontrar o blog do jornalista Reinaldo Azevedo e ler dois posts seus recentemente publicados sobre o tema.

Tendo em vista o seu conteúdo, resolvi publicá-los diretamente no meu blog. Para não ser acusado de plágio, estou citando o autor e o seu endereço na net. Sua análise da situação é bem equilibrada e vale a pena ler.

O texto foi reproduzido na íntegra. Leiam, comentem e divulguem!

Quem quiser acessar o post direto é só clicar nos títulos!

Obs.: cada texto em azul é um link que abre a página da internet correspondente!

PARA QUE OS IRMÃOS TENHAM NOÇÃO DA GRAVIDADE DOS FATOS, VEJAM ESSE VÍDEO!



Clique aqui para assistir o segundo vídeo do pastor Silas!


05/04/2012 às 20:37

No post anterior (leia antes de ler este), escrevo sobre a patrulha a que o setor gay do PT está submetendo o senador Lindberg Farias (PT-RJ) por conta da defesa que ele fez do pastor Silas Malafaia numa ação movida contra o religioso pelo Ministério Público Federal. Tudo começou com a passeata gay do ano passado, em São Paulo, quando 12 modelos, caracterizados como santos católicos, desfilaram em situações homoeróticas. Escrevi, então, o texto que segue abaixo. Quem já leu e lembra e tudo deve deixá-lo pra lá. Quem não conhece terá alguns elementos a mais de reflexão.

Tenho feito aqui uma distinção, que considero importante, entre os homossexuais e os militantes homossexuais, que formam uma espécie de sindicato. Tanto é assim que já há até divisões entre grupos envolvidos com a parada gay. As bizarrices que se veem na avenida, na sua expressão mais carnavalizada, não são representativas dos homossexuais como um todo. Fico cá me perguntado qual seria a caricatura correspondente de um heterossexual. Não deve ser algo que atenda ao bom senso e ao bom gosto. Muito bem.

Os organizadores da parada gay deste ano, sob o pretexto de combater o preconceito, resolveram, de cara, partir para a provocação. O tema do “samba-enredo” era “Amai-vos uns ao outros”, numa evocação da mensagem cristã, que passa a ter, evidentemente, um conteúdo “homoafetivo”, como eles dizem, e, dado o conjunto da obra, homoerótico. É uma gente realmente curiosa: quer a aprovação de um PLC 122 - que, na forma original, impunha simplesmente a censura aos religiosos -, mas reivindica o direito de se apropriar de emblemas da religião para fazer seu proselitismo. E isso, claro!, porque eles só querem a paz, a igualdade e convivência pacífica…

Pois bem: esses sindicalistas do gayzismo - que, reitero, representam os homossexuais tanto quanto a CUT representa todos os trabalhadores - acharam que aquela provocação não tinha sido o bastante. Como nem evangélicos nem católicos reagiram à bobagem, então resolveram dobrar a dose. A organização do evento espalhou 170 cartazes em postes da Paulista em que 12 modelos masculinos aparecem quase pelados, em situações de claro apelo erótico, recomendando o uso de camisinha. Até aí, bem! Ocorre que eles aparecem caracterizados como santos católicos, a exemplo de São Sebastião e São João Batista. Junto com a imagem, a mensagem: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.

Fingindo-se de tonto, Ideraldo Beltrame, presidente da parada, afirma ao Estadão:
“Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião”.
É uma fala hipócrita, de conteúdo obviamente vigarista, própria de um provocador. Ele poderia ter passado essa mesma mensagem sem agredir valores e imagens que sabe caros a milhões de pessoas que não partilham de sua mesma visão de mundo. Mas quem disse que o negócio dele e tolerância?

É bem possível que o ministro Celso de Mello, com aquele seu tratado sobre a liberdade de expressão que emprestou sentido novo à palavra “apologia” (no caso das marchas da maconha), veja na manifestação não mais do que a expressão livre do pensamento. Os 12 modelos desfilavam num carro. As imagens dos “santos” vão decorar 100 mil preservativos, que serão distribuídos. Será mesmo que Beltrame está preocupado em dialogar com católicos, evangélicos ou quaisquer outros que não partilhem de seus valores? Trata-se de uma óbvia agressão aos valores católicos, que viola direitos que também estão protegidos pela Constituição.

Resta evidente que, embalados pela disposição do próprio Supremo de cassar o Artigo 226 da Constituição para reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, os sindicalistas do movimento gay perderam o parâmetro, a noção de medida. Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! Não são eles a dizer que não querem mais ser discriminados nas escolas, nas ruas, campos construções?  Você deixaria seu filho entregue a um professor que acha São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que vê São Sebastião e  não resiste ao “apelo erótico” de homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?

Ainda é tempo de recuar e desculpar-se, deixando de distribuir os preservativos com as tais imagens. Mas não farão isso. E por que não?

Vanguarda
Na Folha de hoje, escreve o colunista Fernando Barros:
“A Parada Gay e a Marcha para Jesus têm mais ou menos a mesma idade. Ganharam visibilidade no país em meados dos anos 1990. Embora sejam eventos globais, com inserção em várias cidades, é em São Paulo que elas de fato acontecem. São o sagrado e o profano, a expressão ritualística ou carnavalizada da afirmação de valores e de direitos de grupos sociais. Neste ano, mais do que nunca, evangélicos e gays & simpatizantes disputaram um cabo de guerra, uma peleja entre o atraso e a vanguarda em matéria de costumes. Ambos, porém, são fenômenos contemporâneos. O embate entre eles desenha uma dialética entre regressão e avanço social no Brasil. Conservadores e intolerantes, os adeptos de Jesus investiram contra a decisão recente do STF, que reconheceu a união civil de casais gays.”

Barros submete os dois eventos a uma leitura marxista - ou marxistizada ao menos - e, consoante com o método, destitui uma e outra do conteúdo específico para ver em ambas aquela que seria a pulsão da história: regressão e avanço. Nesse caso, segundo ele, a vanguarda estaria com os gays, o que seria, digamos, kantianamente notável. Seguisse toda a humanidade o exemplo dessa minoria “vanguardista”, Marina não teria de se preocupar com a destruição das florestas e com as mudanças climáticas. Num prazo que nem seria tão longo, o capital não teria mais como se reproduzir porque também ele depende de uma conjunção específica, não é mesmo? Seria uma vanguarda que nos conduziria à extinção. Só os grilinhos continuariam a cantar em louvor à natureza, a que responderiam os sapinhos, coaxando. De vez em quando, uma onça…

Barros não é bobo, e, por isso mesmo, enfatiza: trata-se de “vanguarda” e “regressão”, mas só “em matéria de costumes”. Afinal, milhões de evangélicos que ocuparam as ruas e praças se confundem, em muitos aspectos, com a tal nova “classe C”, que é considerada até bastante “vanguardista” pelos economistas. Curiosamente, concorre para tanto justamente alguns costumes que o articulista considera “regressivos”, de modo que estaríamos, então, diante de uma, sei lá, “tensão dialética” dentro do mesmo lado: um avanço na economia seria determinado, em boa parte, por uma regressão - ele nem mesmo fala em conservação - nos costumes.

Fico cá imaginando se Max Weber - que não era marxista, por suposto - tivesse aplicado essa mesma leitura ao escrever “A Ética Protestante e O Espírito do Capitalismo”… Em vez de identificar alguns valores que fizeram a revolução capitalista, teria visto só um bando de “regressivos”, dispostos, já que regressivos, a fazer o mundo marchar para trás…

A questão
Esse sindicalismo gay só decidiu partir para o confronto e não vai reconhecer a agressão estúpida aos católicos - própria de quem não quer a paz coisa nenhuma! - porque foi adotada justamente como “vanguarda”. E, vocês sabem, é vanguardista atacar a Igreja Católica desde o século… 16!

É o caso de a Igreja reagir com o devido rigor. É claro que estamos diante de um ato de vilipêndio, que nenhuma religião deve aceitar, sobretudo porque também é um bem protegido pela Constituição. Há de reagir em nome dos seus fiéis, sabendo, de antemão, que vai ser atacada pela imprensa porque, hoje em dia, ter uma religião também não é uma coisa de vanguarda - desde o século 18, pelo menos, é assim… Estamos, como vocês podem notar, diante de ideias realmente novas, que antecipam o futuro…

Que a Igreja Católica, pois, tenha a coragem de apanhar dos jornalistas. A questão é saber quem são seus interlocutores. Se preciso, que vá às portas do Supremo. Se os valores de uma religião não são mais um bem protegido, vamos, então, ouvir isso da boca de nossos doutores. Se for o caso, os católicos pedirão, no mínimo, os mesmos direitos de que gozam os índios, cujas crenças são acolhidas no Artigo 231.

Militância em favor dos direitos dos homossexuais é uma coisa; perverter imagens religiosas, emprestando-lhes um sentido erótico que não têm, é coisa de tarados. Se a Justiça nada pode, então é o caso de convocar a medicina.

Peço a vocês que comentem com moderação. Este blog, como é sabido, não é homofóbico. Ele é estupidofóbico!




10/04/2012 às 6:27

Escrevi aqui alguns posts sobre o processo que o MinistérioPúblico Federal move contra o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus. A maioria de vocês deve conhecer o assunto, mas sintetizo para quem está chegando agora. Em junho do ano passado, a passeata gay levou à avenida modelos caracterizados como santos católicos em situações homoeróticas. Também prometeu imprimir as imagens em 100 mil invólucros de camisinha. Não sei se realmente o fez. Malafaia censurou o comportamento das lideranças gays e recorreu a determinadas palavras que o MP caracterizou como incitamento à violência. Dada a transcrição de sua fala que circulava por aí, o processo já me parecia absurdo. Agora que vi o vídeo, vai além do absurdo: trata-se de um troço acintoso, típico de sociedades totalitárias, o que ainda não somos (embora estejamos no rumo). Sei que muitos vão ficar indignados com o que vem agora, mas paciência! Quem está sendo vítima de preconceito é Malafaia! Antes que o demonstre, algumas considerações de ordem geral.

Não vou colaborar, com o meu silêncio, para a reinstalação da censura no Brasil, dê-se ela pela via judicial ou por força do barulho de grupos de pressão que repudiam a democracia. Quando rompi com a esquerda lá atrás, na juventude, foi exatamente por isto: não aceito que partido, grupo ou grupelho decidam o que posso pensar ou não — em especial quando essa patrulha se exerce na contramão de direitos garantidos por uma Constituição democrática. Desde o fim do regime de exceção, não percebo tão presente a patrulha. Corri um risco razoável sendo um adolescente meio bocudo contra a ditadura. A democracia nos permitiu o suspiro de alívio. Agora, ameaça-nos uma nova censura: não pensar de acordo com os que se organizam em grupos e hordas para definir “a verdade”. Não raro, é gente que depreda a liberdade que outros conquistaram. Modéstia às favas, estou entre esses “outros”. Volto ao caso.

Não sou evangélico. Não conheço Silas Malafaia. Nunca falei com ele. Discordo de algumas de suas teses, e, se ele leu uma coisa ou outra que escrevo, sabe disso. Mas tentar processá-lo por aquilo que não fez??? Acusá-lo de crime que não cometeu??? E tudo porque seus acusadores formam, afinal, um grupo hoje influente, organizado a tal ponto que o país pode votar uma dita lei anti-homofobia que é uma espécie de AI-5 Constitucional filtrado pela teoria da “diversidade sexual”? Aí, não dá! Não será com o meu silêncio.

Esses grupos militantes — gays, feministas, racialistas, minorias várias — são muito ligeiros em acusar seus adversários de “fascistas”, de “autoritários”, de “reacionários”, mas impressiona a rapidez e a desenvoltura com que defendem a censura, a punição de quem pensa diferente, a exclusão dos adversários do mundo dos vivos. Esses intolerantes são, em suma, intoleráveis.

Quem me acompanha sabe o que penso. Ninguém é gay porque quer — fosse escolha, todos seriam heterossexuais. Sou favorável à união civil, por exemplo. Mas considerei, e considero, absurda a decisão do Supremo que igualou legalmente os casais gays aos héteros. A razão é simples. A Constituição é explicita ao afirmar que a união civil se estabelece entre homem e mulher. Sem a mudança da Carta — o que só pode ser feito pelo Congresso —, o Supremo legislou e fez feitiçaria constitucional. Atrás desse precedente, podem vir outras “interpretações criativas” da nossa Lei Maior.

De fato, a tal Lei Anti-Homofobia um mimo do autoritarismo, sob o pretexto de proteger uma categoria. Entre outros absurdos, um chefe ou dono de uma empresa, ao dispensar um funcionário gay ou ao não contratar um candidato gay, teria de provar que não age movido por “homofobia”. Uma lei que torna, de saída, suspeita a esmagadora maioria dos brasileiros não é uma boa lei. De resto, ela impõe restrições a convicções religiosas, sim!

A proteção a minorias não pode ser maximizada a ponto de pôr em risco direitos fundamentais — entre eles, a liberdade de expressão. Esse caso envolvendo Malafaia me incomodou especialmente porque é preciso pôr um ponto final à ousadia dessas hordas fascistoides — fascitstoides, sim! — que saem por aí satanizando pessoas na Internet, atribuindo-lhes coisas que não disseram e não escreveram. Eu mesmo sei que sou saco de pancada de alguns grupos militantes — e da rede suja alimentada por dinheiro oficial. É claro que toda essa gente tem motivos de sobra para me detestar. Mas que o fizessem, ao menos, com coisas que realmente me pertencem, que saíram do meu teclado. Não! Em nome do que dizem ser a “democracia”, a “igualdade de direitos”, “o combate ao preconceito”, mentem de forma deslavada, metódica, decidida.

Abaixo, publico o vídeo de Malafaia em que ele critica a decisão dos gays de levar os “santos homoeróticos” para a avenida. Ninguém precisa concordar, reitero, com a sua análise, o seu estilo, as suas escolhas. Mas será mesmo que ele pregou agressão física aos gays? Vamos ver. Volto em seguida.


Voltei
Em 1min27s, criticando o silêncio da imprensa diante da agressão cometida contra os símbolos católicos, o pastor afirma: “E a imprensa não diz nada. Não baixa o porrete”. Ora, é óbvio que ele não está censurando a imprensa por esta não ter batido nas lideranças gays, certo? “Não baixar o porrete” quer dizer, simplesmente, não criticar, omitir-se, silenciar.

Malafaia conta que é alvo constante de sites gays, que o chamam de “doente” e que exploram a sua imagem, associando-o a coisas não muito boas. A gente sabe bem como é isso. Aos 2min26, referindo-se a interlocutores que lhe recomendam que processe seus detratores, ele conta o que lhe dizem: “Pastor mete o pé; entra contra eles [na Justiça]“. E emenda: “Eu lá vou perder meu tempo com isso?” Evidentemente, não estão recomendando a ele que chute as lideranças gays, mas que recorra à Justiça.

Aos 3min22s, Malafaia se refere explicitamente à Igreja Católica. Assim: “É pra Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, baixar o porrete em cima, pra esses caras aprenderem. É uma vergonha. Protestar, sabe? Pra poder anunciar… Botar pra quebrar. Pagar em jornais notícias! Não querem dar? Paguem aí vocês da Igreja Católica, botem notícia pro povo saber. Isso é uma afronta, senhores! É o que eles querem! Depois querem chamar a gente de doente. Quem são os doentes, afinal de contas, que não respeitam a religião de ninguém, que debocham da religião dos outros, que debocham dos outros? Quem são os doentes?”

Resta escandalosamente claro que expressões como “baixar o porrete” e “entrar de pau” sugerem uma reação no terreno da comunicação. Ele é explícito ao sugerir que a Igreja Católica pague anúncios na grande imprensa protestando contra a ofensa. É isso o que quer dizer “baixar o porrete”.

Preconceito
Cadê o incitamento à violência? Cadê a discriminação? Cadê a homofobia? Então os militantes gays — que trato como grupo distinto dos cidadãos gays — podem não só vilipendiar símbolos católicos (e não estou sugerindo medidas legais contra eles, não! Mas têm de aguentar a reação da sociedade, certo?) como agora têm o poder, também, de decidir o que é e o que não é crime porque conta com um Ministério Público sensível à sua causa? Ora, vão plantar batatas!

Até o senador Lindberg Farias (RJ), que é do PT — e isso quer dizer que não é da minha turma ideológica —, num rasgo de bom senso, afirmou que Malafaia não tinha incitado a violência coisa nenhuma. Foi alvo de um protesto veemente do setor GLTBXYZ do partido. Na carta que lhe enviaram, curiosamente, nem entram no mérito da acusação. Contentam-se em tratar o pastor como inimigo. Vale dizer, se é inimigo, que importa que possa ser injustamente acusado?

Encerrando
Não vou silenciar diante disso! Posso discordar de Malafaia em muita coisa. E daí? Mas concordo plenamente com o seu direito de dizer o que pensa. Mais ainda: concordo que ele deve arcar com o peso do que disse — como qualquer um de nós —, mas jamais com o peso daquilo que não disse.

Agora que vi o vídeo, digo com todas as letras: a ação do Ministério Público é ridícula. Serve apenas para alimentar a militância com uma causa. E se trata, obviamente, de mais uma tentativa de molestar quem não reza segundo a cartilha. O MP não é polícia do pensamento. E me parece que deve ser, sim, apurada a falha funcional de quem mobilizou recursos públicos para mover uma ação que se caracteriza, por seus próprios termos, como uma falsa imputação de crime.

O movimento gay tem todo o direito de combater as ideias de Malafaia — como reivindico o direito de criticar as coisas de que não gosto. Mas que tal fazer um embate honesto de pontos de vista? O único tratado com preconceito, até agora, nessa história é o pastor. Odiar o que ele diz é um direito. Tentar processá-lo pelo que não disse é coisa de ditadores, de totalitários, de intolerantes.

Recomendo aos comentaristas que se atenham à natureza do debate. Os homossexuais, a homossexualidade, as religiões, a religiosidade, os evangélicos ou os católicos não estão em questão. Estamos tratando de direitos fundamentais, da liberdade de expressão e da mobilização do estado para punir quem não cometeu crime.

Por Reinaldo Azevedo

Um abraço a todos!


Marconi BS Costa

5 comentários:

  1. Olá meu caro!

    Ví seus comentários no blog do Julio Severo e resolví fazer contato pois ví que, coincidentemente, você é meu vizinho, tavez até o conheça de vista, mas o que me chamou atenção foi outra coincidência, a de que expressamos praticamente a mesma opinião e, pelo mesmo motivo, fomos "hostilizados" naquele blog, kkkk.

    Bom, parabéns pelo artigo, preciso, equilibrado e crítico. É bom saber que tem um blogueiro ao lado disposto a denunciar os erros dessa geração.

    Abraço e paz.
    http://vitrine2009.blogspot.com
    http://pelocristo.blogspot.com

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  2. Caro Will Filho,

    Agradeço imensamente suas palavras.

    Li os comentários de muita gente naquele blog e vi que os seus eram os mais coerentes.

    Fiquei EXTREMAMENTE surpreso e decepcionado com os comentários de Julio Severo e cia. A hostilidade apresentada por eles foi injustificável!

    Esperava da parte dele uma atitude muito mais coerente com o cristianismo. Em sua resposta aos meus comentários, ele e seus seguidores não analisaram imparcialmente as colocações que fiz, partiram direto prá um tipo de agressão que considero desonesta.

    Tive a impressão de que as pessoas que escrevem naquele blog, possuem algum tipo de medo dele e de sua argumentação (a qual, segundo minha análise, é débil e frágil em muitos aspectos).

    Gosto não apenas de analisar a informação em si, mas de verificar as reais intenções e motivações por trás da informação e por trás de quem a transmite.

    Percebi também que tanto o Severo quanto os seus seguidores consideram um enorme insulto discordar de suas posições. Até parece que ter um ponto de vista diferente daquele dafendido por Julio, é um pecado equivalente à blasfêmia contra o Espírito Santo.

    Não posso tirar o mérito do Severo por seu importante trabalho em se opor à ditadura gay e ao aborto. Certamente, é louvável o seu desempenho em função dessas causas, mas isso não lhe dá o direito de ser alguém inquestionável. Uma percepção que tenho e que não concordo é o seu foco em causas políticas fazendo uso da Bíblia. Ora, a Bíblia é um livro manipulável e até o diabo a utilizou para fazer Jesus cometer pecado (Mt 4.1-11). É possível, através de um bom malabarismo teológico, fazer com que a Bíblia diga coisas que Ela jamais afirmaria. Poi isso, não analiso somente a informação em si, mas as motivações por trás daquele que as transmite. Noto um certo foco não na promoção da Palavra de Deus, mas em ataques políticos naquele blog. Me parece que o propósito central não é a propagação do Evangelho e o louvor genuíno à Deus, mas o ataque a partidos políticos com a principal ferramenta cristã: A Bíblia.

    Naquela discussão, pude perceber que o argumento frequentemente empregado por ele era o de Elias e Acabe. O detalhe é que o equívoco desse argumento é não levar em conta que a constituição da nação de Israel era a Torah de Moisés, enquanto a constituição brasileira não possui nenhum compromisso com as Escrituras. Além dos contextos diferentes, um profeta não é profeta apenas por denunciar os pecados das autoridades do país em que vive. A coisa mais fácil do mundo é denunciar erros do governo e muitos já fazem isso sem ser profeta! Além disso, o profeta era destinado especificamente a corrigir os reis de Israel sem medo das consequências. Ora, como está Israel hoje? Onde estão os mesmos profetas? Agora estamos na graça e o ministério da graça possui suas próprias ferramentas. Devemos anunciar, divulgar e defender a verdade para TODOS OS PÚBLICOS, independentemente de cargos e posições sociais que ocupam. Aqueles que enfrentam governos corruptos não são mais espirituais do que aqueles que estão nas favelas, ruas e praças divulgando o Evangelho. Não é profeta somente quem confronta os pecados da liderança!

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  3. Continuando:

    Em nenhum momento dos Evangelhos vemos Jesus atacando Pilatos, Herodes, Roma, etc. e nem incentivando esse tipo de comportamento. De igual maneira, não vemos Paulo, Pedro, Tiago, João ou qualquer outro apóstolo preocupados com os governos ímpios de suas épocas. De fato, a instrução de Paulo sobre o modo como devemos tratar as autoridades está registrado em I Tm 2.1-4, mas esse ensinamento o Severo não divulga. João Batista e Elias foram casos específicos que eram orientados, inspirados e impulsionados por Deus para fazerem o que fizeram. Não foi simplesmente o seu senso de justiça! Combater governos corruptos não foi o principal foco dos seus ministérios, eles apenas faziam o que Deus mandava.

    É bom informar que antes de escrever minhas últimas palavras no blog do Severo pedindo desculpas caso eu tivesse ofendido alguém, eu escrevi outros 2 textos rebatendo seus argumentos que ele deu em resposta às minhas últimas colocações, mas não foi publicado. Nesses textos em que o rebati, mencionei o texto de I Tm 2.1-4, mas estranhamente não foi publicado.

    Pedi desculpas porque me senti mal com a situação. Parecia que estávamos numa guerra e eu acabei me excedendo em alguns aspectos. Sou cristão há mais de 15 anos e durante todo esse tempo venho me empenhando em praticar a Palavra de Deus exatamente como ela é. Quando percebi o clima de guerra instalado, logo pedi desculpas por possíveis ofensas. Paulo ensinou: "se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12.18 - TRA). Contudo, mantenho minhas convicções à respeito do Reino de Deus e da maneira como devemos favorecê-lo. Acredito que a melhor maneira de termos uma opinião equilibrada é considerando todas as variáveis envolvidas numa determinada discussão sem abrir mão dos princípios do Evangelho e sem negociar a Palavra do Senhor.

    Agradeço novamente suas palavras e fico feliz que outro pernambucano filho de Deus cabra macho também teve coragem de se posicionar frente aos equívocos do Julio. Como disse Paulo, "Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade." (II Co 13.8). Não estou do lado de ninguém, apesar de simpatizar com vários homens que estão fazendo algo por este país. Me mantenho do lado da verdade. Por isso, questionei o Julio. Não pretendo mais escrever naquele blog, por que percebo que não uma abertura honesta e transparente para o diálogo.

    Poucos homens são corajosos o suficiente hoje não só para se posicionar frente aos equívocos de pessoas que se consideram profetas, mas também para admitir seus próprios equívocos. Se eu tivesse me equivocado na argumentação, teria reconhecido imediatamente, tanto que pedi desculpas pelo excesso.

    Percebo que a internet está infestada de pessoas que possuem uma intriga pessoal com Silas Malafaia. Particularmente, não concordo com tudo o que ele diz e nem com tudo o que ele faz, mas reconheço que o nível de seus argumentos sobre a questão política não são desprezíveis como defendem alguns blogueiros. Além disso, o trabalho que ele vem fazendo em favor do nosso país é totalmente louvável.

    Foi por isso que decidi criar um blog! Depois que vi uma quantidade gigantesca de lixo na internet e percebi que deveria me posicionar e fazer alguma coisa para servir de orientação às pessoas ingênuas. Espero fazer isso da melhor maneira possível e que este blog sirva para a glória de Deus.

    Um grande abraço irmão. Espero que nos encontremos pessoalmente algum dia. Continue assim: corajoso! Estamos juntos nessa jornada!

    Graça e paz vos sejam multiplicadas! (I Pe 1.2c)

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  4. Caro Will:

    Só uma correção.

    Afirmei que até o diabo utilizou a Bíblia para fazer Jesus cometer pecado (Mt 4.1-11). Na verdade, ele usou a Bíblia para TENTAR fazer com que Jesus cometesse pecado, e é claro, ele não conseguiu!

    Um abraço.

    Marconi

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  5. Marconi, olha só que interessante! A restrição de comentários publicados no blog do Julio agora me chama mais atenção tendo conhecimento de seu caso, pois não por acaso, também tive essa "restrição".

    Se observar, verás que meu primeiro comentário começo dizendo "Como penso que este é um espaço democrático, minha opinião é esta:" O motivo de começar assim é que esta foi a segunda tentativa de publicação, pois na primeira percebi que o Julio não havia "aprovado". Resolví então fazer o mesmo comentário, porém, "provocando" o senso de democracia, o que acabou funcionando (risos). Mas não foi só este, fiz outro comentário, logo após o seu último, deixando clara a minha tristeza com o "teor" dos comentários em resposta a você e a mim, ao mesmo tempo reafirmando levemente minha posição, porém, este NÃO FOI publicado!

    Infelizmente, apesar do apreço e respeito que tenho pelo Julio como defensor de valores cristãos em sua grande maioria, também noto uma tendência de utilizar narrativas bíblicas em favor de suas "visões" politicas. O uso de Elias foi um exemplo disso.

    Infelizmente, como você bem colocou, esta inclinação política que faz uso da bíblia como justificativa, acaba por distanciar as pessoas do centro, do alvo, do PROPÓSITO na anunciação do evangelho, e em troca disso terminam valorizando mais um "movimento" do que a pretenção real do evangelho, daí justifica-se o motivo da fácil "hostilização", pois o que se defende não é, necessariamente, o ser humano, o pecador carente de compreensão e arrependimento, para que este mude através da Verdade, mas uma "militância" em "nome da família", esquecendo-se de que família é feita de pessoas, e enquanto estas pessoas não forem respeitadas em seus direitos e expressões mais básicos, não há coerência nessa defesa.

    Penso também que não é silenciando que vamos contribuir, mas procurando justamente ser aquela voz que vai clamar quando todos já tiverem gritado! Que vai dar a eles um entendimento mais amplo acerca do que, muitas vezes, defendem igual a nós. Procurar ser um ponto de equilíbrio nesse emaranhado de opiniões e motivações pode não influenciar multidões, mas certamente abrirá os olhos de alguns, dando a eles oportunidade de anunciar a Cristo em todos os aspectos, e não apenas parte dele.

    No mais, desejo que Deus abençõe o ministério de Julio, dando a ele sabedoria e discernimento para ser um instrumento modelado segundo o coração de Deus.

    Abraço e Paz.

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