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domingo, 12 de agosto de 2018

O número de anões é e sempre foi maior que o de gigantes.
















sexta-feira, 1 de junho de 2018

Catch & Release

Desconheço os reais motivos, mas essa vinheta do Telecine me traz um bem estar enorme. Já assisti inúmeras vezes. A canção Catch & Release de Matt Simons é muito interessante e encaixou perfeitamente nesse clip (ou foi o clip que encaixou na música?). Seja como for, procurei por muito tempo na internet para encontrar esse clip. Curtam!!!



sábado, 12 de maio de 2018

João Carlos Martins











sábado, 28 de abril de 2018

Olavo de Carvalho


       O professor Olavo de Carvalho é uma das mentes mais brilhantes que eu conheço. Devo a ele meu enorme interesse pela filosofia e o despertar de uma nova forma de análise dos fatos e da realidade que me cerca. O texto abaixo eu selecionei como uma amostra de sua incrível habilidade e discernimento. Quem dera 10% da população brasileira compreendesse estas palavras do professor Olavo!!!
       O nível dos debates em território nacional é sofrível, justamente pelo fato dos indivíduos ignorarem um princípio fundamental: a indispensável dedicação de anos à análise, pesquisa e investigação. As mentes tolas querem abordar assuntos a respeito dos quais não possuem o mínimo de conhecimento. É irritante observar tal processo se repetindo continuamente. A depender do tema, são necessárias décadas de estudo para assimilá-lo de forma moderada. Mas no Brasil, os palpiteiros do facebook acham que dominam com maestria perspectivas complexas depois de lerem uma ou duas postagens.
       Por favor, leiam e aprendam com o professor Olavo.



"Compreender uma filosofia não se resume em ler as obras de um filósofo e julgá-las segundo uma reação imediata ou as opiniões de um professor. É impregnar-se de um modo de ver e pensar como se ele fosse o seu próprio, é olhar o mundo com os olhos do filósofo, com ampla simpatia e sem medo de contaminar-se dos seus possíveis erros. Se desde o início você já lê com olhos críticos, buscando erros e limitações, você está reduzindo o filósofo à escala das suas próprias impressões, em vez de ampliar-se até abranger o “universo” dele. Erros e limitações não devem ser buscados, devem surgir naturalmente à medida que você assimila novos e novos autores, novos e novos estilos de pensar, pesando cada um na balança da tradição filosófica e não da sua incultura de principiante."
Olavo de Carvalho


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O progresso da destruição familiar


Neste excelente vídeo, o professor Olavo de Carvalho demonstra de maneira clara que os principais financiadores da desconstrução familiar, mantém suas próprias famílias intactas. Eles promovem a destruição familiar das massas, enquanto as suas são preservadas. Isso é engenharia social. Infelizmente as manadas mundiais não enxergam a estratégia. Assista e aprenda!






quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Deus




O espaço, o tempo, a matéria, a energia, a vida, a consciência, a memória, os sentimentos, a cognição, a estrutura da realidade e sua simetria matemática são claras evidências da ação inteligente de um Criador. Porém, o senso comum (ou a completa ignorância do funcionamento dos mecanismos da realidade) impede a maior parte dos indivíduos de reconhecerem O Projetista do universo. Neste cenário, Deus poderia oferecer provas adicionais de Sua Pessoa. Contudo, Ele faz exatamente o oposto, até parece que Deus se esconde. Ele exige fé do ser humano e não dá nenhuma satisfação do que faz. A arrogância, a prepotência, a vaidade e a soberba do homem contra o Criador é a principal fonte do “afastamento” (desaparecimento) de Deus. Ele só se revela aos pequeninos e jamais se curvará aos caprichos da vaidade humana. Ou você se humilha diante de Deus ou nunca irá encontrá-Lo. Ele permanecerá sempre um enigma para você caso se recuse a curvar-se diante d’Ele. Se prostrar diante do Criador é um dos exercícios mais brilhantes que um ser humano pode fazer, e as sensações que ele experimenta em função disso são incomparáveis. Do contrário, Ele permanecerá para você uma incógnita indecifrável. Apenas quem se humilha encontra, e é encontrado, pelo Criador!









quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Poesia Matemática (Millôr Fernandes)



        Às folhas tantas
        do livro matemático
        um Quociente apaixonou-se
        um dia
        doidamente
        por uma Incógnita.
        Olhou-a com seu olhar inumerável
        e viu-a do ápice à base
        uma figura ímpar;
        olhos rombóides, boca trapezóide,
        corpo retangular, seios esferóides.
        Fez de sua uma vida
        paralela à dela
        até que se encontraram
        no infinito.
        "Quem és tu?", indagou ele
        em ânsia radical.
        "Sou a soma do quadrado dos catetos.
        Mas pode me chamar de Hipotenusa."
        E de falarem descobriram que eram
        (o que em aritmética corresponde
        a almas irmãs)
        primos entre si.
        E assim se amaram
        ao quadrado da velocidade da luz
        numa sexta potenciação
        traçando
        ao sabor do momento
        e da paixão
        retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
        nos jardins da quarta dimensão.
        Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
        e os exegetas do Universo Finito.
        Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
        E enfim resolveram se casar
        constituir um lar,
        mais que um lar,
        um perpendicular.
        Convidaram para padrinhos
        o Poliedro e a Bissetriz.
        E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
        sonhando com uma felicidade
        integral e diferencial.
        E se casaram e tiveram uma secante e três cones
        muito engraçadinhos.
        E foram felizes
        até aquele dia
        em que tudo vira afinal
        monotonia.
        Foi então que surgiu
        O Máximo Divisor Comum
        freqüentador de círculos concêntricos,
        viciosos.
        Ofereceu-lhe, a ela,
        uma grandeza absoluta
        e reduziu-a a um denominador comum.
        Ele, Quociente, percebeu
        que com ela não formava mais um todo,
        uma unidade.
        Era o triângulo,
        tanto chamado amoroso.
        Desse problema ela era uma fração,
        a mais ordinária.
        Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
        e tudo que era espúrio passou a ser
        moralidade
        como aliás em qualquer
        sociedade.


Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.