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sábado, 26 de abril de 2014

A racionalidade da fé


          A reação de uma pessoa quando suas crenças são racionalmente questionadas pode revelar muita coisa sobre suas convicções. Conversando com alguém recentemente fiquei surpreso com a reação dela às minhas arguições. Um comportamento muito agressivo para alguém que julgava estar crendo em uma verdade. Não faz o menor sentido assumir que está crendo numa verdade absoluta e ao mesmo tempo ser incapaz de estabelecer um diálogo racional com alguém que pensa diferente. Ora, se estamos crendo na verdade absoluta irrefutável, então nenhum tipo de argumento ou raciocínio deveria ser capaz de abalar nossas convicções.

Veja o que o apóstolo Pedro ensinou: ...estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós...” (I Pe 3.15) A razão da esperança nos remete ao raciocínio, à capacidade de exercer fé e esperança em algo racional. Se a nossa experiência de vida cristã está baseada em emoções superficiais e sensacionalismos passageiros, então qualquer argumento relativamente elaborado será capaz de abalar nossa fé. Portanto, é um sinal claro de profunda imaturidade, não ser capaz de estabelecer um diálogo racional com alguém que pensa diferente de nós ou que ponha nossa fé em jogo. Até o presente momento, não encontrei nada e ninguém que pudesse causar qualquer abalo à fé que exerço, seja com fatos ou com argumentos. Mesmo entre os ateus que se dizem sofisticados, não encontrei nenhum argumento mais plausível do que a evidência do Criador.


Já dizia certo sábio: “o homem que tem uma experiência, não está à mercê daquele que tem apenas um argumento”. Essa frase é quase perfeita! Digo quase porque nossa experiência com Deus não se limita a experiências, há também fartos e abundantes argumentos consideravelmente favoráveis ao Criador. Se você possui medo de ser arguido em suas convicções, então sugiro que reveja cuidadosamente os fundamentos de sua fé. Se você está baseado em ritos, cerimônias, pessoas, amigos, emoções, sensações ou mera simpatia com o Evangelho, então sua base é frágil! Se o seu fundamento é o verdadeiro conteúdo do Evangelho de Cristo e uma profunda comunhão real e pessoal com Deus, então sua base é inabalável! E além de ser inabalável, ela terá argumentos racionais e contundentes a seu favor. Olha o que o apóstolo da fé falou: Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8.35,38,39) Apesar da lista de Paulo ser para mim satisfatória, você pode acrescentar o termo que quiser e não mudará o fato de tamanha convicção nunca ser abalada.

         Depois que você desenvolver esse nível de fé e maturidade, não temerá nada no universo visível e invisível, não temerá nada que esteja dentro e além de nossa imaginação. Ao contrário, você estará munido de recursos interessantíssimos, inclusive argumentos científicos e racionais. Você verá Deus exatamente nos ambientes onde estão querendo expulsá-Lo: ciência, razão, matemática, física, química, biologia, filosofia, etc. Deus está por todas as partes! Encontre-O!


Marconi BS Costa

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