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domingo, 17 de maio de 2015

O problema da superstição




        Não é tarefa trivial abordar um assunto dessa natureza. A superstição é a cereja do bolo de quase todos os cristãos que conheço. É extremamente raro encontrar alguém que exerça sua fé de forma saudável sem recorrer aos artifícios da superstição.
        De maneira prática, a superstição pode ser definida como o ato de acreditar que algo é promovido por Deus quando na verdade Ele não tem participação nenhuma ou tem uma contribuição mínima. Quando atividades meramente naturais ou humanas recebem uma roupagem de ação divina, a superstição nasce. É a melhor estratégia para manter as pessoas dependentes de um sistema religioso e técnicas humanas são habilmente e frequentemente empregadas para isso.
        Contudo, o maior impacto é descobrir que na própria Bíblia, em particular, no Antigo Testamento, há uma grande influência do sentimento supersticioso dos hebreus. O texto bíblico onde praticamente não há qualquer vestígio de superstição (e é o mais seguro), são as cartas de Paulo.
        Para glorificar a Deus em sua vida não é necessário recorrer a esse tipo de artifício. Fé e superstição não tem relação nenhuma. Superstição é um sentimento humano, frágil e baseado em sentimentalismos. Se você confia em superstições, em algum momento sofrerá danos quando se deparar com a realidade dos fatos e da vida. O uso de superstições é a melhor estratégia para manipular fatos e informações reais e levar as pessoas a acreditarem em algo que não é verdade.
        O leitor deve estar atento que há uma gigantesca diferença entre a verdade e versões da verdade. As versões são elaboradas de acordo com o interesse subjetivo pessoal de cada um e obedece ao princípio da conveniência. O princípio da conveniência consiste em manipular fatos e informações, até mesmo textos bíblicos, sempre que for conveniente a interesses pessoais. É uma adaptação da verdade seguindo critérios meramente humanos. Normalmente essa prática é extremamente desonesta, pois priva as pessoas da verdade. Vamos a um exemplo simples.
        Certa vez ouvi um sujeito dizer que estava precisando de R$ 8.000,00 (oito mil reais). Segundo ele, apenas falando e declarando sua fé, conseguiu não apenas os oito mil, mas muito mais. O que há de errado nesse discurso? Não posso entrar em maiores detalhes, mas o indivíduo não contou que presta serviços para uma determinada empresa altamente lucrativa. O que ele estava fazendo era despertar nas pessoas um sentimento supersticioso, pois não contou detalhes reais sobre como obteve o dinheiro. Não foi apenas declarando! Imagina você descobrir que aquilo que todos acreditavam e diziam ser Deus foi algo meramente humano e natural sem intervenções divinas? Ou imagine ainda descobrir que certos fatos que disseram ter ocorrido de uma forma aconteceu na verdade de outra bem diferente? É bem melhor continuar no mundo da fantasia se iludindo. Inevitavelmente, temos que concordar com Cypher, personagem de Matrix:


         Para evitar experiências dolorosas, sugiro ao leitor que use como sua maior referência as cartas do apóstolo Paulo. Você notará rapidamente que o foco de Paulo é o caráter e a dignidade da vida cristã. As doutrinas constituem o segundo foco. Paulo não tem nada de supersticioso, nem de manipulador e não é sensacionalista. Notavelmente, ele sempre priorizava a transparência (II Co 1.12; 4.2; I Tm 1.5,19; II Tm 1.3), sem adulterar (manipular) a Palavra de Deus. De início é bem difícil se livrar da superstição, mas com o tempo se torna mais fácil.
        Um abraço a todos!

Marconi BSC

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